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Globo acelera o lançamento da TV 3.0
Inovação

Feito por: Os AgilistasPublicado em: 9 de junho de 2025Atualizado em: 3 de setembro de 2025

DTV+: Globo acelera o lançamento da TV 3.0 com foco em interatividade e imersão 

A DTV+ ou TV 3.0, nova geração da televisão, chega ao Brasil para revolucionar o consumo digital com mais de R$ 90 milhões aprovados em investimento. 

Com a previsão de lançamento para a Copa do Mundo de 2026, o investimento foi autorizado pelo Conselho Diretor da Anatel para impulsionar a inovação tecnológica no setor. Mais do que uma evolução de qualidade, essa tecnologia promete criar novos modelos de negócios e gerar mais empregos. 

Para líderes e executivos, entender o que está por trás da TV 3.0 vai além de acompanhar uma tendência tecnológica, se trata de antecipar movimentos de mercado que irão impactar o comportamento do consumidor. 

Como essa tecnologia vai afetar os modelos de negócio atuais? Quais oportunidades ela cria para as marcas?  

Essas e outras perguntas foram debatidas por Raymundo Barros, diretor de tecnologia da Globo e nosso convidado no episódio #292 do nosso podcast. Ouça o episódio completo e veja como o futuro já começou. 

O que é a DTV+ ou TV 3.0? 

DTV+ ou TV 3.0 é a nova geração da televisão digital que promete transformar a forma como consumimos conteúdo. Com transmissões em qualidade superior, áudio imersivo e forte integração com a internet, ela une o melhor da TV aberta com a experiência personalizada do streaming. 

No Brasil, a expectativa é que o novo padrão comece a ser implementado ainda em 2025. Ou seja, o impacto vai muito além da tecnologia: estamos falando de uma mudança profunda na relação entre emissoras, marcas e consumidores. 

Para Raymundo Barros, a TV 3.0 é, acima de tudo, a digitalização do modelo de relacionamento, tanto do consumidor com a TV aberta, quanto da TV com o mercado publicitário. 

Enquanto outros países avançam em modelos híbridos de distribuição de conteúdo, o Brasil dá um passo inédito ao propor uma TV aberta interativa, gratuita e com alto poder de segmentação.

A TV 3.0, portanto, não é apenas uma resposta às demandas do público atual, é também uma aposta estratégica no futuro da comunicação. 

O que muda na experiência do espectador com a TV 3.0

A chegada da TV 3.0 (DTV+) representa um grande avanço técnico na forma como o público consome conteúdo audiovisual. Entre os destaques estão a resolução de imagem em 4K e 8K, suporte a HDR (High Dynamic Range), maior taxa de atualização e um novo patamar de som imersivo.

Essas melhorias não são apenas melhorias técnicas, elas impactam diretamente a percepção do conteúdo. Em transmissões esportivas, por exemplo, o aumento na taxa de quadros por segundo (de 30 para 60 ou até 120 fps com auxílio da internet) garante fluidez nas cenas rápidas. Já o HDR amplia o contraste, elevando o realismo visual a níveis antes restritos ao cinema.

No áudio, o suporte a até 10 canais permite experiências verdadeiramente envolventes, com sons posicionados espacialmente.

Para os executivos do setor, é mais uma oportunidade de uma reinvenção da jornada de consumo: mais qualidade, mais retenção e, portanto, mais valor entregue ao usuário final.

Na prática: interatividade e personalização da experiência

Uma das principais inovações da TV 3.0 está na capacidade de transformar espectadores em participantes ativos. A interatividade será elevada a um novo nível, permitindo ações como votar em reality shows, escolher ângulos de câmeras em eventos ao vivo ou adquirir produtos diretamente da tela.

Por exemplo, um espectador assistindo à um filme ou série poderá, apenas com um clique no controle remoto, comprar a roupa do personagem principal.

Ou então, escolher entre diferentes pontos de vista em uma transmissão esportiva a nível de imagem ou narração. Essa integração entre conteúdo e conversão torna a TV 3.0 um canal de mídia e e-commerce simultaneamente.

Além disso, com o login do usuário e a sincronização com plataformas externas, será possível personalizar conteúdos e anúncios com base em preferências individuais. Na prática, isso aproxima a TV aberta da lógica dos algoritmos digitais.

Quais são as principais mudanças trazidas pela DTV+ (TV 3.0)? 

A TV 3.0 rompe com a lógica da transmissão linear e massiva que sempre definiu a TV aberta. Estamos diante de uma nova arquitetura tecnológica que transforma a TV em uma experiência 100% interativa e capaz de integrar o alcance em massa com a personalização individual. 

Isso significa que, ao mesmo tempo em que programas continuarão sendo exibidos para milhões de pessoas, será possível adaptar partes desse conteúdo conforme a localidade, o perfil do espectador ou mesmo o tipo de dispositivo utilizado. Essa combinação entre experiência coletiva e personalização digital cria um novo paradigma de consumo de mídia. 

Hoje, a TV aberta ainda ocupa uma posição dominante no Brasil: cerca de 65% do tempo de consumo de mídia dentro dos domicílios brasileiros é dedicado a ela. Os serviços de streaming respondem por 25%, e a TV por assinatura, por volta de 10%. Esses dados, divulgados pela Rede Globo, reforçam a importância de modernizar o canal mais acessado da população sem perder sua natureza inclusiva. 

Apesar de digitalizada em sua camada física (produção de conteúdo), a TV aberta ainda reproduz lógicas analógicas em sua forma de entrega. A TV 3.0 muda esse cenário, criando um sistema que permite respostas em tempo real e uma comunicação muito mais fluida com o espectador. 

Mais do que uma melhoria tecnológica, essa evolução representa um salto estratégico: integração entre experiências, unindo o melhor do digital com a potência da TV aberta. 

Ecossistema digital completo com a TV 3.0 

Para Raymundo Barros, a peça que falta para integrar a TV aberta ao ecossistema digital é a interatividade. A televisão, segundo ele, tem um potencial de alcance que nenhuma outra mídia consegue suprir, especialmente quando falamos em escala. 

Durante o período que grande parte da população estava em casa, o recorde de audiência em uma live chegou a 3,3 milhões de pessoas. Enquanto isso, a TV aberta já alcançou aproximadamente 48,9 milhões de telespectadores. Como destaca Raymundo, a infraestrutura da internet ainda não é capaz de sustentar esse nível de tráfego com estabilidade. A TV, por outro lado, já entrega isso há décadas 

É por isso que a TV 3.0 é hoje o principal projeto estratégico em desenvolvimento na Globo. Essa transformação permite que a TV aberta se reconecte com os novos hábitos de consumo e retome relevância no mercado, inclusive entre os mais jovens, que hoje consomem conteúdo de forma cada vez mais fragmentada. 

A TV 3.0, portanto, abre novas possibilidades de diálogo, personalização e impacto. Para os players do mercado, adaptar-se a esse cenário é essencial para manter relevância e competitividade. 

Desafios para a implementação da TV 3.0 no Brasil 

Apesar de todo o potencial da TV 3.0, sua implementação em larga escala no Brasil carrega uma série de desafios, sejam técnicos ou regulatórios. 

Um dos principais obstáculos está na atualização dos aparelhos televisivos. Para aproveitar todos os recursos da nova tecnologia, será necessário que os lares brasileiros tenham, primeiramente, conversores compatíveis com a tecnologia. A estimativa é que os primeiros equipamentos com suporte à TV 3.0 comecem a chegar ao mercado entre 2025 e 2026. 

Além disso, há o desafio da padronização e da regulamentação. O Brasil optou por um modelo próprio de TV 3.0, com foco em interatividade gratuita e massiva. Isso exige um esforço coletivo de desenvolvimento de software e homologações para garantir uma experiência segura, estável e acessível. 

Atualmente, a TV 3.0 já está em desenvolvimento e passa por uma série de testes. Mas, apesar das muitas possibilidades, apenas quando essa nova tecnologia for colocada nas mãos dos consumidores é que poderemos saber seu real potencial. 

Enquanto a TV 3.0 ainda não é posta a prova, podemos fazer algumas perguntas: como explorar a personalização sem invadir a privacidade do usuário? Como medir o engajamento de forma efetiva em um sistema interativo? Essas perguntas ainda estão sendo respondidas e as decisões tomadas vão definir o sucesso da nova TV aberta. 

TV 3.0 precisa de internet? Saiba como funcionará

Uma dúvida comum é sobre a necessidade de internet para aproveitar os benefícios da DTV+. A resposta é: depende da funcionalidade.

Para recursos como imagem em ultra definição (4K, 8K) e som imersivo, não será necessária conexão à internet. Essas melhorias fazem parte do novo padrão de transmissão terrestre.

No entanto, para recursos interativos como votações em tempo real, publicidade personalizada e compras pela tela será preciso estar conectado.

Por isso, a boa notícia é que essa conexão pode ser feita via Wi-Fi tradicional ou até mesmo por dispositivos móveis. Em outras palavras, o espectador decide se quer apenas assistir ou interagir.

A infraestrutura é flexível, o que amplia o alcance da tecnologia mesmo em regiões com conectividade limitada.

Quando e onde a nova tecnologia será implementada?

A princípio, a TV 3.0 começará a ser implementada no Brasil em 2026, com foco inicial nas grandes capitais. A expectativa é que o processo de transição ocorra ao longo de até 15 anos, permitindo que o ecossistema de fabricantes, emissoras e usuários se adapte gradualmente.

Nesse período, o sistema atual de transmissão digital continuará operando em paralelo, garantindo estabilidade e acessibilidade durante a transição.

Em uma estratégia semelhante à da mudança do sinal analógico para o digital, o governo estuda políticas públicas para fornecer conversores a famílias de baixa renda.

A decisão de escalar a implementação com cautela visa garantir segurança regulatória, maturidade técnica e alinhamento entre as diversas peculiaridades do setor.

Enfim, para executivos e empresas, é o momento ideal de mapear oportunidades regionais e iniciar o desenvolvimento de soluções voltadas à nova audiência conectada.

Como a TV 3.0 se compara a outros países

A adoção dessa tecnologia posiciona o Brasil de forma estratégica no cenário global. Enquanto países como Estados Unidos e Coreia do Sul já operam com sistemas avançados como o ATSC 3.0, o Brasil aposta em um modelo único: interatividade gratuita e massiva via sinal aberto.

Esse diferencial coloca o país como referência em radiodifusão inclusiva. Isso porque, no contexto atual, milhões de brasileiros ainda dependem da TV aberta como principal fonte de informação e entretenimento.

Além disso, a adoção de tecnologias de ponta, como HDR, som 3D e personalização via login, mostra que o país está atento às tendências internacionais, mas com soluções adaptadas à realidade social e infraestrutura do país.

Para líderes de negócios e inovação, compreender esse cenário global é fundamental para identificar benchmarks, parcerias tecnológicas e antecipar movimentos de mercado.

O impacto estratégico da TV 3.0 na publicidade e no e-commerce

A TV 3.0 não representa apenas uma evolução técnica, mas uma reconfiguração do modelo de mídia e negócios.

Com a possibilidade de segmentar anúncios em tempo real e promover ações de compra contextualizadas, a televisão deixa de ser um meio passivo para se tornar um canal ativo de conversão.

Como resultado, a publicidade ganha novas possibilidades: campanhas baseadas em perfil, localização e comportamento do espectador. Pequenos e médios negócios, antes excluídos da TV tradicional, poderão voltar a anunciar de forma eficiente e mensurável.

Do lado do consumidor, a experiência se torna mais fluida. A jornada entre o desejo e a compra pode acontecer sem sair da tela, com um simples clique no controle remoto.

Para empresas, isso significa uma mudança drástica na forma de planejar campanhas, com dados em tempo real e interações que geram insights valiosos para estratégias futuras.

Essa mudança exige dos negócios uma nova mentalidade orientada por insights, assunto que abordamos neste artigo sobre inteligência de mercado, com foco em como transformar dados em estratégia real. 

Em resumo: estamos diante de um novo ecossistema com potencial para gerar receita, engajamento e soluções criativas em escala nacional. 

Conclusão 

Acima de tudo, a chegada da DTV+ (TV 3.0) inaugura uma nova era para a televisão aberta no Brasil. Mais do que uma evolução técnica, ela representa uma mudança de mentalidade onde interatividade, personalização e dados passam a fazer parte do centro da estratégia.  

Assim, isso significa o surgimento de um canal com alto poder de engajamento, mas agora moldado pelos hábitos digitais do consumidor contemporâneo. Aos líderes, executivos e profissionais de inovação, cabe entender esse movimento não apenas como uma tendência tecnológica, mas como um alerta estratégico.  

A TV 3.0 abre espaço para novos modelos de negócios, parcerias e formatos de comunicação. Quem se antecipar, terá vantagem competitiva em um cenário onde mídia, tecnologia e comportamento estão cada vez mais conectados. 

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